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De onde vem  os insights empreendedores?
Parece que agora todo mundo quer empreender. Ter uma ideia incrível de negócio e, não qualquer negócio, mas aquele dos sonhos, que além de estar totalmente alinhado com o seu propósito de vida, está alinhado com qualquer propósito coletivo de fazer o bem, de ser sustentável ou amigo do planeta. Isso angustia. A impressão que dá é que todo mundo sabe e tem a chave do trabalho ideal, menos a gente. Calma, não é bem assim, “de perto, todos somos normais”.
Outra. Muito se fala em  desenvolver projetos para mudar o mundo. Que tenham engajamento social, que façam a diferença. Mas isso soa grande, muito grande.  E assusta.  Esses dias li na timeline de algum amigo  “Tenho consciência que não consigo mudar o mundo. Mas tenho plena confiança que posso ajudar em diversas microrrevoluções. E isso, de certa forma, é mudar o mundo.”
Então, vamos começar com nossas microrrevoluções internas e entender quais são as nossas habilidades, aprendendo a ouvir nossa voz interna, conhecendo melhor a nós mesmos, refletindo sobre o que acreditamos, quais são as nossas vontades e quais são as necessidades do mundo. Aos poucos vamos dar de cara com a nossa vocação. Temos um repertório enorme em nossas vidas que às vezes desconsideramos. Estamos acostumados a dar valor apenas para aquele conhecimento formal, institucionalizado, provindo da escola ou da faculdade. Mas e as viagens, os relacionamentos, os contatos? As coisas que gostávamos de brincar na infância? Coisas que gostamos de fazer, de colecionar, de assistir, de ler?  Aquilo que fazemos sem nenhum esforço. Que simplesmente “sai”. Certa vez uma cliente me contou que gostava muito de organizar a vida dos outros e pensava em trabalhar em algo que tivesse relacionado a isso.  Começamos a conversar e ela me disse: “Mas vou cobrar por isso? Eu faço com prazer, é tão fácil, me sinto até constragida de receber por esse trabalho.“
Ainda temos a tendência de relacionar trabalho com sacrifício, com algo difícil e massante. Não estamos acostumados a valorizar o conhecimento que é intrínseco a cada um de nós e que, na verdade, vale ouro!  Temos cada vez mais ferramentas disponíveis para inventarmos novas profissões, carreiras e projetos. Ferramentas essas que nos ajudam a agir, realizando projetos experimentais testando nossos vários “eus”, nossas várias vontades.  Preste atenção em como você vivencia o mundo, em seguida em como o mundo está organizado. Dentro desse contexto, como você se organiza? O que tem para oferecer? Faça listas de ideias, tudo o que já pensou. Pesquise referências, vá atrás de pessoas e empresas que você admira. Faça um grande brainstorming sem medo de ser idiota. Depois vá cortando, vá cruzando dados, vendo o que já existe, como você pode se diferenciar. Você pode transformar o brilho nos olhos numa ideia de negócio. E uma ideia de negócio em um trabalho muito legal que te traz muitos retornos.  Nem falei aqui de investimento, mercado, concorrência. Estamos abordando algo anterior,  aquilo que nos move, que nos faz sair da cama todos os dias. Por que não transformar isso em trabalho?

  1. Flavia de Oliveira

    Se eu tivesse ouvido todas estas palavras durante a minha juventude, teria sido muito mais feliz e realizada profissionalmente. O encadeamento destas ideias faz muito, muito sentido! Só depois de muitos anos estas verdades ( agora tão óbvias) estão se fazendo gritar dentro de mim. Antes tarde do que nunca!

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